Subida

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O sonho era alto e possível.

Ele estava logo ali, ao alcance de um chute ou de uma defesa.

Foram grandes passes até chegar ao ápice. Foram desafios difíceis, foram defesas de uma vida, foram gols de decisões únicas.

Foram jovens que seriam estrelas, e são.

Foram famílias que deram quase tudo que tinham para que a bola rolasse.

Foi uma cidade inteira deixando-se abraçar pelo verde da esperança.

Foram imagens que davam outros tons ao que era trivial.

Foram vozes que calaram fundo as nossas emoções.

Foram homens com o poder nas mãos e fizeram o melhor que poderia-se esperar de suas ações.

Foram horas, anos de experiência em pilotar uma  máquina, a vida.

Foram horas, anos servindo desconhecidos amigos.

Era um título, mas o quanto isso poderia ser.

Então veio a chuva, veio a montanha, veio a confusão, veio o inevitável.

Virou união, amor, solidariedade, amizade, abraço universal, lágrima de corações que nunca que se viram, divisão da dor, unir de mãos, orar em coro, chorar em silêncio em meio a multidão.

E, ainda, é querer e poder acreditar que nada acabou, que de uma forma ou de outra tudo continua mesmo que a saudade doa, que os por quês questionem, que a razão não entenda.

O finito nos alcança, mas somos todos eternos.

#ForçaChape

 

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Amanhã..

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Amanhã eu vou te mandar aquela mensagem falando o quanto te amo.

Amanhã eu vou te abraçar e te fazer sentir o quanto é importante para mim.

Amanhã eu vou ver o filme que esperei todo esse tempo.

Amanhã eu vou ver meus amigos queridos.

Amanhã eu vou sentar com meu filho e brincar de carro com ele.

Amanhã eu vou conversar com a minha filha sobre seus sonhos.

Amanhã eu vou dar ouvidos aos conselhos da minha mãe.

Amanhã eu vou ver o jogo com meu pai.

Amanhã eu vou ler o meu livro favorito.

Amanhã eu vou escrever a carta que prometi.

Amanhã a gente marca.

Amanhã eu vou fazer aquela viagem que sonho desde criança.

Amanhã eu caso.

Amanhã…

Acontece que o amanhã pode simplesmente não chegar. O hoje pode acabar num piscar de olhos, entre nuvens turbulentas de chuva, no vento forte que bate, na montanha sólida, da falta de energia, do combustível… porque sim, a hora sempre chega, mas ela não avisa, ela não te manda lembranças, ela apenas chega e te abraça com os braços gelados da partida e o beijo amargo da saudade.

Não viva amanhã, viva agora.

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Off to sleep

“Time stood still for a while
Your hand was holding mine
The stars that shined in your eyes
Don’t let them go by
Fly on you golden girl
And take on your fears
I’ll be with you in your dreams
The world is darker than it seems

And I’ll be waiting for the light
That guides us through the worst of nights
And I’ll be waiting for the sign
You’re coming back
And you have found your path

I know that you’ve seen the worst
Your heart’s been torn before
Those creatures won’t let you go
So hang onto what you know
So sail on you golden girl
And fight against those fears
I’ll be with you in your dreams
All the world without a queen

And I’ll be waiting for the light
That guides us through the worst of nights
And I’ll be waiting for the sign
You’re coming back
And you have found your path”

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De repente?

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Sabe o que é?

De repente as borboletas deixaram de voar pelo universo perdido de nossas barrigas.

De repente as mãos deixaram de ser ansiosas em sentir o toque da pele do outro.

De repente o beijo não tocava mais sinos, não tocava mais o coração.

De repente a fogueira virou brasa e o vento foi levando as cinzas.

De repente o nós deixou de ser primeira pessoa do plural para ser primeira pessoa do singular.

De repente algo partiu e não houve mais como colar..

Simplesmente, De repente...

 

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Morte Súbita

Voltando com a seção resenha….

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Hoje vamos falar da primeira obra adulta de J.K Rowlling.

Essa autora maravilhosa que nos presenteou com um mundo da magia totalmente novo e empolgante provou a que veio escrevendo obras que passam bem longe de Hogwarts…

Uma dessas maravilhas é “Morte Súbita” primeiro livro que ela lançou após a série Potter, lançado em 2012. Aqui no Brasil a editora responsável pela tradução e distribuição foi a Nova Fronteira.

A história se passa numa pequena cidade inglesa, Pagford, que é repleta de personagens intrigantes que nos causam todo o tipo de emoção: raiva, nojo, pena, carinho, e claro, tristeza, porque a pessoa que matou tanta gente boa (Siriús, Fred, Lilian… e mil outros) não ia parar com sua sede de sangue em um livro adulto né? Morte Súbita tem uma morte horripilante… (sem spoiler direto)

Logo de cara o personagem principal (sim é principal porque mesmo morto ele permeia o livro todo) Barry Fairbrother, que tem grande influencia na pacata cidade, morre subitamente (por isso o título brasileiro?! O original é The Casual Vacancy ) deixando toda comunidade em polvorosa por quem vai ocupar seu lugar no conselho dos moradores.

Barry era polêmico por defender os menos favorecidos e lutar por projetos que os auxiliassem. Quando ele morre, essa parte da população se vê órfã de um defensor relevante e passa a temer o próprio futuro – como o risco de serem expulsos de suas casas ou deixarem de fazer parte do município, perdendo ajudas assistenciais do governo.

Mas não é apenas sobre preconceito que J.K fala em Morte Súbita. Ela vem nos mostrar conflitos familiares intensos, abusos de variadas formas, vícios, traições e as consequências de tudo isso.

Para quem está acostumado com os livros de Harry prepara-se, aqui Rowlling sente-se bem a vontade para falar dos conflitos humanos mais profundos e isso inclui sexo, drogas e egoísmo descontrolados.

São mais de 500 páginas, que confesso no começo não me empolgaram muito, mas antes de chegar na metade fiquei completamente envolvida e precisei terminar a leitura para saber onde tudo aquilo ia dar.

Válido lembrar que o livro foi adaptado em uma minissérie pela BBC e repercutiu bastante. Como estrela destaque temos o Michel Gambom (nosso amado e eterno Dumbledore) no papel do falso gente boa Howard Mollison, dono da delicatessen “Pagford” e grande defensor de mandar o pessoal menos favorecido pra bem longe.

Eu comecei assistir a série, mas não terminei. Não porque era ruim, mas por covardia. Eu não estava preparada psicologicamente para ver aquela morte horripilante “ao vivo e a cores” na tela da TV. Preferi deixá-la só no meu imaginário mesmo.

Você já leu Morte Súbita? Comente se concorda comigo ou quer acrescentar mais alguma coisa.

 

Obrigada e até a próxima!

 

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