Do indecifrável saber dos sentimentos

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Quando o cheiro é mais que um aroma entrando pelas narinas.

Quando a música é mais que notas melodiosas invadindo ouvidos.

Quando o correr dos carros na ruas cheias é mais que o trânsito diário.

Quando o sono que chega é mais que um cansaço, é sonho, é fuga.

Quando palavra é mais que verbo, substantivo e adjetivo.

Quando o silêncio é mais que o vazio do som.

Quando olhos são mais que a porta da alma.

Quando o coração é mais que um órgão que bate rápido demais.

Quando a pele é mais que sensorial.

Quando a lembrança é mais que passado.

É o saber dos sentimentos que não tem ciência que explique, dê solução.

É apenas sentir e fim.

 

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Certezas

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A solidez das certezas são como as nuvens de chuva no céu.

A gente as vê densas, escuras e fortes, mas em segundos se dissolvem em água violenta e passageira.

A solidez das certezas é o que nos faz caminhar em frente, firmes e certos.

E é justamente o dissolver delas que nos faz parar, duvidar e até cair.

Porque não há certezas de fato sólidas, não há certezas concretas.

Tudo pode mudar naquele piscar de olhos que parece insignificante.

Tudo que se acredita agora poderá virar a maior das mentiras amanhã.

Tudo que podemos ter de certo em nós é… respeito por nossas escolhas do passado, paciência com as do presente e esquecer as do futuro.

A solidez não existe.

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Ana Luíza

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Ana Luíza gostava de andar descalça na relva molhada pelo orvalho da madrugada. Ela dizia que aquela sensação era o melhor presente de Deus, sentir entre a sola dos pés a força e delicadeza da natureza.

Ana Luíza gostava também de fechar os olhos quando sentia o calor do sol na pele de seu rosto. Ela dizia que era como como ser beijada pelos anjos que tem missão de deixar nossa vida mais fácil.

Ana Luíza gostava de abrir os braços para chuva e se encharcar pelas lágrimas do céu. Ela dizia que era como lavar a alma das mazelas do dia a dia.

Ana Luíza gostava de abraçar forte e fazer seu coração encostar no de quem abraçava. Ela dizia que era o remédio para as tristezas inevitáveis.

Ana Luíza gostava de emprestar seus ouvidos aos lamentos alheios. Ela dizia que isso era a maior fonte de conhecimento que se poderia ter em vida.

Ana Luíza gostava de deixar seus lábios proferirem apenas boas noticias. Ela dizia que tudo já estava carregado de maldade e escuridão, ela não precisava contribuir com isso.

Ana Luíza gostava de chorar as vezes. Ela dizia que era a forma do coração expressar enfaticamente o que sentia, felicidade ou não. Expressar o que se sente é ser honesto e saudável, comentava.

Ana Luíza gostava de ser livre, mas nunca ultrapassava o limite dos outros. Ela dizia que ser livre é saber renunciar também.

Ana Luíza foi, mais ainda está, é…

Ela deve ser aquela lição do nosso dia a dia de como podemos ser melhores, viver melhores, como podemos ser felizes dentro das possibilidades do mundo a qual fazemos parte.

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Gratidão

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Gratidão é palavra em aumentativo e não é por acaso.

Tem que ser grande mesmo, porque ser grato é a maior força que se pode ter.

Agradecer é o ato que traz para nós as pequenas belezas essenciais da vida, as alegrias e sorrisos indispensáveis, a paz no coração e leveza na consciência.

Começar por nós mesmos é talvez o passo mais difícil, mas também o mais importante, seja a grato a si por ser como é, mas principalmente por almejar ser melhor sempre.

Agradeça a vida, as pessoas, a chuva, o sol, o vento e os animais, pois tudo que há nesse mundo existe para que nós possamos estar aqui e nos tornamos perfectíveis.

 

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