Eterna nas pausas

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Quando a vê passando pode-se enxergar até uma rainha de outrora. Ela sorri com delicadeza para não afastar os bons e para expulsar os maus.

Quando a ouve falando pode-se ouvir a simplicidade dos que sabem que nada sabem, mas buscam aprender. Serena.

Quando a observa a ouvir respeitosamente pode-se imaginar a paciência que faz morada em seu ser.

Mas ela anda aos farrapos quando está só e entregue aos vazios.

Mas ela está borbulhando com as dúvidas que queimam a alma.

Mas ela está sedenta por mais, em busca, quase um desespero.

O que há então é a vontade, a vontade dela em ser mais que é, em superar, em esquecer-se, em dar o que não tem para descobrir o que realmente possui. O que há é a resignação de estar em preparo e não pronta.

O que há é a pausa, o suspenso, que a levará ao infinito, ao eterno. E é isso que faz tudo, absolutamente tudo torna-se real, mesmo até o que apenas podia ser.

 

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pedacinhos

“Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você”

“Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar”

“Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante”

Pitty

Não dito

mn

Nossa, você sumiu mesmo. (Podia dizer: sinto sua falta em demasia.)

Oi, como você está? (Podia dizer: eu me preocupo com seu bem estar e felicidade.)

Vi aquela imagem, acabei lembrando de você. (Podia dizer: lembro constantemente de tudo e nem preciso de motivo.)

Então, apareça. (Podia dizer: preciso te ver.)

Gosto de conversar com você. (Podia dizer: nos entendemos com fluidez e naturalidade exagerada.)

Até logo, beijos. (Podia dizer: não quero dizer adeus.)

Gosto muito de você. (Podia dizer: te amo.)

 

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