Espelho

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Aquele momento que a gente olha e se vê.

Viramos espectadores de nossas próprias histórias. Aquele olhar de fora e sem reconhecimento.

“Afinal, que vida é essa que to levando? Quem é esse aí? Essa vida não é minha!”

Mas é sim! É tanto que te dói. Porque quando você olha e enxerga o espelho da realidade, ele te machuca. Machuca ver suas dúvidas, seus medos, seus erros, suas consequências.

Dói aceitar que não somos nem metade do que sonhamos ser. Do que desejamos ser. Do que acreditamos ser.

Contudo dor existe para ensinar, para moldar, para fazer crescer. De tudo isso, da vida que parece ser outra, do protagonista que parece não ser nosso, tiremos o material que nos fará, um dia, ser aquele que ansiamos ser. Um dia que pode não ser amanhã, mas será um dia.

A eternidade é feita das reticências diárias, das lutas internas, das reformas íntimas.cropped-2_flat_logo_on_transparent_234x75.png..

Morte Súbita

Voltando com a seção resenha….

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Hoje vamos falar da primeira obra adulta de J.K Rowlling.

Essa autora maravilhosa que nos presenteou com um mundo da magia totalmente novo e empolgante provou a que veio escrevendo obras que passam bem longe de Hogwarts…

Uma dessas maravilhas é “Morte Súbita” primeiro livro que ela lançou após a série Potter, lançado em 2012. Aqui no Brasil a editora responsável pela tradução e distribuição foi a Nova Fronteira.

A história se passa numa pequena cidade inglesa, Pagford, que é repleta de personagens intrigantes que nos causam todo o tipo de emoção: raiva, nojo, pena, carinho, e claro, tristeza, porque a pessoa que matou tanta gente boa (Siriús, Fred, Lilian… e mil outros) não ia parar com sua sede de sangue em um livro adulto né? Morte Súbita tem uma morte horripilante… (sem spoiler direto)

Logo de cara o personagem principal (sim é principal porque mesmo morto ele permeia o livro todo) Barry Fairbrother, que tem grande influencia na pacata cidade, morre subitamente (por isso o título brasileiro?! O original é The Casual Vacancy ) deixando toda comunidade em polvorosa por quem vai ocupar seu lugar no conselho dos moradores.

Barry era polêmico por defender os menos favorecidos e lutar por projetos que os auxiliassem. Quando ele morre, essa parte da população se vê órfã de um defensor relevante e passa a temer o próprio futuro – como o risco de serem expulsos de suas casas ou deixarem de fazer parte do município, perdendo ajudas assistenciais do governo.

Mas não é apenas sobre preconceito que J.K fala em Morte Súbita. Ela vem nos mostrar conflitos familiares intensos, abusos de variadas formas, vícios, traições e as consequências de tudo isso.

Para quem está acostumado com os livros de Harry prepara-se, aqui Rowlling sente-se bem a vontade para falar dos conflitos humanos mais profundos e isso inclui sexo, drogas e egoísmo descontrolados.

São mais de 500 páginas, que confesso no começo não me empolgaram muito, mas antes de chegar na metade fiquei completamente envolvida e precisei terminar a leitura para saber onde tudo aquilo ia dar.

Válido lembrar que o livro foi adaptado em uma minissérie pela BBC e repercutiu bastante. Como estrela destaque temos o Michel Gambom (nosso amado e eterno Dumbledore) no papel do falso gente boa Howard Mollison, dono da delicatessen “Pagford” e grande defensor de mandar o pessoal menos favorecido pra bem longe.

Eu comecei assistir a série, mas não terminei. Não porque era ruim, mas por covardia. Eu não estava preparada psicologicamente para ver aquela morte horripilante “ao vivo e a cores” na tela da TV. Preferi deixá-la só no meu imaginário mesmo.

Você já leu Morte Súbita? Comente se concorda comigo ou quer acrescentar mais alguma coisa.

 

Obrigada e até a próxima!

 

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O duque e eu

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O livro, romanticamente ambientado na sociedade inglesa do século XIX, é de uma leitura rápida e leve.

A história é envolvente e da metade para frente deslancha de tal forma que você precisa ler até o final. O livro nos conta a historia de Daphne, uma jovem que nasceu em uma família abastada e cheia de irmãos. Nos mostra como de certa forma ela está a frente de seu tempo, pois mesmo sendo mulher ela tenta impor sua vontade, principalmente na escolha de seu futuro marido.

É através dela, e de uma repórter alcoviteira misteriosa, que conhecemos o outro arco do livro, que se passa com o conquistador Duque Simon. Um rapaz órfão de mãe desde o nascimento e renegado pelo pai, que morreu sem ter a companhia do filho e sem dar ou receber o perdão, já que ele não o considerava merecedor de ser seu herdeiro.

A surpresa, ao menos pra mim, foi o enredo ter passagens sensuais em vários pontos, pois por tudo acontecer em uma época tão cheia de pudor e tradição você não espera ver tais fatos, mas eles pulam vez ou outra aos olhos, alguns bem picantes, inclusive.

No geral,é um livro bom, mas não muito profundo. É uma história de amor, que tem como pano de fundo os costumes da sociedade inglesa da época e muito superficialmente nos mostra como uma infância marcada por traumas psicológicos pode interferir nas atitudes e anseios do adulto que nasce a partir dessa criança.

Fica a dica, até porque esse livro faz parte de uma trilogia (ainda não li os outros) que contam as histórias paralelas aos personagens principais do volume, que são a jovem Daphne e o duque Simon. Se quiser um estímulo a mais a autora Julia Quinn é considerada a Jane Austen contemporânea.

Boa Leitura.

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Doctor Who e suas 12 vidas…

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Olá amigo leitor! Hoje é sexta e é dia de postar resenha.

Para facilitar o processo achei melhor ser um post quinzenal, até para dar tempo de eu ler mais, né?

Então chega de rolo e vamos ao livro da semana: Doctor Who 12 doutores – 12 histórias

Ué, mas Doctor Who não é série de TV? É sim, e recordista como a que há mais tempo está no ar, 53 anos!!!

Acontece que com tanta história, personagem, o Doctor saiu da TV e hoje conta com arsenal de livros, revistinhas em quadrinhos, audio books e até filmes para cinema. É de agradar qualquer nerd mesmo, ou qualquer um que curta uma ficção cientifica cheia de emoções.

Mas vamos falar especificamente deste livro que foi lançado pela Rocco em 2014 no Brasil. Ele é uma coletânea de histórias sobre as, até então, 12 encarnações do Doctor no decorrer de 50 anos.

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Para você que talvez não saiba ou conheça Doctor Who vale uma breve explicação: Doctor Who é um Time Lord, uma especie alienígena que tem a capacidade de manipular o tempo, são extremamente inteligentes e orgulhos. (sim!) O planeta de origem deles se chama Gallifrey.

É de sua natureza a capacidade de “driblar” a morte, sendo que sempre que sofrem algo que danifique o corpo os levando a óbito, eles se regeneram em um novo organismo, preservando a maioria de suas lembranças, mas produzindo nova identidade e personalidade. Eles podem até mudar de sexo de uma regeneração a outra e não tem controle sobre isso.

O Doctor é um Time Lord apaixonado pelo Planeta Terra e por vários motivos acabou sendo banido do seu mundo para cá. Desde então ele, mesmo que no começo não quisesse muito, passa a salvar nosso planetinha de todas as ameças do universo. Faz amigos, desperta paixões e também acaba salvando outros planetas. Sempre viajando pelo tempo e espaço com sua TARDIS – uma espécie de nave espacial. (que é maior por dentro!)

Agora acho que dá para falar um pouco do livro né?

Ele é ótimo para aqueles fãs (assim como eu) que querem muito conhecer os arcos mais antigos das viagens da TARDIS, mas falta tempo/coragem. Através de pequenas histórias temos contato com todos os rostos desse personagem incrível e rico, além de conhecermos aqueles coadjuvantes que roubaram a cena e entraram para o grupo seleto dos companions inesquecíveis.

São exatamente 12 capítulos, cada um dedicado exclusivamente para cada encarnação. Uns mais emocionantes que os outros e, na minha humilde opinião, os últimos são arrasadores, mas isso provavelmente por serem dos personagens que eu conheço mais de perto…

Não é por acaso que o livro é “azul TARDIS”, pois ao entrar nele você viaja mesmo com os Doctors e não quer mais parar. Vivenciar todas aquelas aventuras de perto e sentir todas as emoções tão latentes, apenas deixa a gente mas apaixonado por essa série maravilhosa e saudoso das encarnações que se foram.

Vale muito, mas é muito mesmo a leitura, e se você não conhece a série (ainda, porque você precisa conhecer) não se preocupe. Sendo um leitor, daqueles que compra a história que lê, da para acompanhar perfeitamente cada aventura. Acredito que depois de conhecer esse livro você vai querer muito assistir esse Time Lord.

Gostou de saber? Deixa aí seu comentário falando o que ta achando das resenhas e também para sugerir a próxima! Vem gente.

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Como eu era antes de você

Olá… De Alice ao infinito tem seu cantinho de resenhas que será atualizado sempre as sextas feiras.

A ideia é falar sobre a impressão deixada pelo livro lido, mas antes de qualquer coisa, espero a contribuição de todos com sugestões literárias e claro, comentários para trocarmos experiências, pois esse é o maior objetivo do blog.

Chega de blablá e vamos a resenha de hoje!

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“Como eu era antes de você” chamou minha atenção por causa da divulgação do filme. É, fui pelo caminho inverso que costumo fazer, que é sempre ler antes de ver filme (mas eu nem vi o filme, então tudo bem.)

Sou apaixonada pela Emilia Clark e quem não se hipnotiza, nem que seja um pouquinho, por Sam Claflin? Pois é, foi por causa deles que adquiri meu exemplar de “Como eu era antes de você”. A minha intenção era ler o livro para poder ver o filme, o que eu ainda não consegui fazer.

Mas vamos a história.

Somos apresentados logo de inicio a vida agitada de Will e a tragédia que vai ser o mote de todo o enredo, o acidente que o deixa tetraplégico. Isso de certa forma é bom, pois justamente o desejo de saber o que vem a seguir faz com que o leitor continue.

E aí nos é mostrada Lou.. um grande oposto do personagem do prólogo. Uma mocinha pacata de uma cidade pequena do interior da Inglaterra. Ela seria (e quase é) clichê, mas há algo em Louise que faz você gostar dela. Talvez seja a verdade com que ela vive e aceita o que a vida anda lhe dando ou não.. uma simplicidade.

Pois bem, é justamente pelo que a vida anda tirando dela que seu caminho vai cruzar o de Will. Sem emprego ela busca o que der para fazer e apesar de que a ideia de cuidar de um jovem tetraplégico a assusta e não atrai muito, Lou se prende a necessidade da família por aquele salário. Seu pai a beira de perder o único emprego que teve na vida, a irmã mais nova, uma eterna promessa, mas que na verdade é mãe solteira, um avó doente e praticamente alheio a realidade e sua própria mãe, que se esforça bastante para que todos possam acreditar que tudo está bem.

Pelo dinheiro ela diz sim para um contrato de seis meses (ela não sabe porque do prazo, mas vai descobrir da pior forma) e conhece o mal humorado Will. E de cara você já sabe o que vai rolar ali. Eles vão se apaixonar, apesar de Louise ter um namorado, que é, no minimo um cara estranho, mas tudo será muito complicado e a gente até arrisca um possivel final.

Mas calma, não é assim. Apesar de ter todo esse plot mesmo, Jojo nos leva para uma história rica em seus detalhes. Ela vai permeando sobre dramas da vida de uma forma simples e real. Toca, mesmo que de forma superficial, sobre relacionamento um tanto abusivo (cá para nós, Patrick é um tanto egoísta, não?), relacionamentos familiares distorcidos e desequilibrados, casamento frustrado mantido pelas aparências e até abuso sexual.  E o mais importante, a vontade de viver, seja como for. Questão tal que causou muitas polêmicas, tanto enquanto livro, enquanto filme. Achei a escolha dela corajosa, antes de tudo.

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É um romance leve, doce e singelo. Triste, mas cheio de humor. E para mim, a lição que Jojo Moyes mais deixa em evidência  é o valor de se viver verdadeiramente. Seguir em frente, correr atrás de seus sonhos, não se limitar a nãos, a talvez. Desejar alto e pular para alcançar.

E o que me chamou mais atenção em tudo também é o fato dela mostrar que a vida continua, mesmo depois de perdas. Que podemos e devemos seguir em frente quando algo ou alguém muito precioso nos deixa.

“Como eu era antes de você” vale a leitura e um pouco de lágrimas. 😉

*Concorda? Não? Gostou? Fala aí nos comentários. Aceito ansiosamente sugestão para a próxima resenha!

Até sexta…

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