Ana Luíza

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Ana Luíza gostava de andar descalça na relva molhada pelo orvalho da madrugada. Ela dizia que aquela sensação era o melhor presente de Deus, sentir entre a sola dos pés a força e delicadeza da natureza.

Ana Luíza gostava também de fechar os olhos quando sentia o calor do sol na pele de seu rosto. Ela dizia que era como como ser beijada pelos anjos que tem missão de deixar nossa vida mais fácil.

Ana Luíza gostava de abrir os braços para chuva e se encharcar pelas lágrimas do céu. Ela dizia que era como lavar a alma das mazelas do dia a dia.

Ana Luíza gostava de abraçar forte e fazer seu coração encostar no de quem abraçava. Ela dizia que era o remédio para as tristezas inevitáveis.

Ana Luíza gostava de emprestar seus ouvidos aos lamentos alheios. Ela dizia que isso era a maior fonte de conhecimento que se poderia ter em vida.

Ana Luíza gostava de deixar seus lábios proferirem apenas boas noticias. Ela dizia que tudo já estava carregado de maldade e escuridão, ela não precisava contribuir com isso.

Ana Luíza gostava de chorar as vezes. Ela dizia que era a forma do coração expressar enfaticamente o que sentia, felicidade ou não. Expressar o que se sente é ser honesto e saudável, comentava.

Ana Luíza gostava de ser livre, mas nunca ultrapassava o limite dos outros. Ela dizia que ser livre é saber renunciar também.

Ana Luíza foi, mais ainda está, é…

Ela deve ser aquela lição do nosso dia a dia de como podemos ser melhores, viver melhores, como podemos ser felizes dentro das possibilidades do mundo a qual fazemos parte.

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