Morte Súbita

Voltando com a seção resenha….

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Hoje vamos falar da primeira obra adulta de J.K Rowlling.

Essa autora maravilhosa que nos presenteou com um mundo da magia totalmente novo e empolgante provou a que veio escrevendo obras que passam bem longe de Hogwarts…

Uma dessas maravilhas é “Morte Súbita” primeiro livro que ela lançou após a série Potter, lançado em 2012. Aqui no Brasil a editora responsável pela tradução e distribuição foi a Nova Fronteira.

A história se passa numa pequena cidade inglesa, Pagford, que é repleta de personagens intrigantes que nos causam todo o tipo de emoção: raiva, nojo, pena, carinho, e claro, tristeza, porque a pessoa que matou tanta gente boa (Siriús, Fred, Lilian… e mil outros) não ia parar com sua sede de sangue em um livro adulto né? Morte Súbita tem uma morte horripilante… (sem spoiler direto)

Logo de cara o personagem principal (sim é principal porque mesmo morto ele permeia o livro todo) Barry Fairbrother, que tem grande influencia na pacata cidade, morre subitamente (por isso o título brasileiro?! O original é The Casual Vacancy ) deixando toda comunidade em polvorosa por quem vai ocupar seu lugar no conselho dos moradores.

Barry era polêmico por defender os menos favorecidos e lutar por projetos que os auxiliassem. Quando ele morre, essa parte da população se vê órfã de um defensor relevante e passa a temer o próprio futuro – como o risco de serem expulsos de suas casas ou deixarem de fazer parte do município, perdendo ajudas assistenciais do governo.

Mas não é apenas sobre preconceito que J.K fala em Morte Súbita. Ela vem nos mostrar conflitos familiares intensos, abusos de variadas formas, vícios, traições e as consequências de tudo isso.

Para quem está acostumado com os livros de Harry prepara-se, aqui Rowlling sente-se bem a vontade para falar dos conflitos humanos mais profundos e isso inclui sexo, drogas e egoísmo descontrolados.

São mais de 500 páginas, que confesso no começo não me empolgaram muito, mas antes de chegar na metade fiquei completamente envolvida e precisei terminar a leitura para saber onde tudo aquilo ia dar.

Válido lembrar que o livro foi adaptado em uma minissérie pela BBC e repercutiu bastante. Como estrela destaque temos o Michel Gambom (nosso amado e eterno Dumbledore) no papel do falso gente boa Howard Mollison, dono da delicatessen “Pagford” e grande defensor de mandar o pessoal menos favorecido pra bem longe.

Eu comecei assistir a série, mas não terminei. Não porque era ruim, mas por covardia. Eu não estava preparada psicologicamente para ver aquela morte horripilante “ao vivo e a cores” na tela da TV. Preferi deixá-la só no meu imaginário mesmo.

Você já leu Morte Súbita? Comente se concorda comigo ou quer acrescentar mais alguma coisa.

 

Obrigada e até a próxima!

 

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